Momento orante 4 Julho 2020

Do livro “Manuscrito A” de Santa Terezinha do Menino Jesus (O brinquedozinho)

“Apesar de todos os obstáculos, o que Deus quis cumpriu-se. Não permitiu às criaturas fazerem o que elas queriam, mas a vontade d’Ele. Algum tempo atrás tinha-me oferecido ao Menino Jesus para ser o Seu brinquedozinho. Tinha-Lhe dito que não se servisse de mim como de um brinquedo caro, para o qual as crianças se contentam em olhar, sem se atreverem a tocar-lhe, mas de uma bolinha sem nenhum valor, que Ele podia atirar para o chão, empurrar com o pé, furar, deixar num canto, ou apertar contra o coração, se tal Lhe agradasse. Numa palavra, queria divertir o Menino Jesus, dar-Lhe prazer; queria entregar-me aos Seus caprichos infantis. Ele tinha atendido a minha prece…

Em Roma, Jesus furou o seu brinquedozinho. Queria ver o que havia dentro. Depois, tendo-o visto, contente com a descoberta, deixou cair a bolinha e adormeceu… O que Ele fez durante o seu sono tranquilo, o que aconteceu à bolinha abandonada?... Jesus sonhou que brincava com o seu brinquedo, ora deixando-o cair, ora apanhando-o. Depois de o ter feito rebolar para bem longe, apertava-o contra o coração, não permitindo que nunca mais se afastasse da Sua mãozinha…”

Momento orante 27 Junho 2020

Do livro “Caminho de Perfeição” de Santa Teresa de Jesus (8, 1)

“Agora vamos ao desprendimento que devemos ter, pois tudo está nisto se for com perfeição. Digo que aqui está tudo, porque, abraçando-nos só com o Criador e não se dando nada de todas as coisas, Sua Majestade infunde as virtudes de maneira que, trabalhando nós a pouco e pouco o que está em nosso poder, não teremos muito mais a pelejar, pois o Senhor toma em mão a nossa defesa contra os demónios e contra todo o mundo.”

Momento orante 20 Junho 2020

Do Evangelho de São Lucas (Lc. 2, 41-51)

Do livro “O Céu na Terra” Santa Isabel da Trindade (39)

“«Virgo fidelis»: é a Virgem fiel, «aquela que guardava todas as coisas no seu coração». Mantinha-se tão pequena, tão recolhida em face de Deus, no segredo do templo, que atraía as complacências da Santíssima Trindade: “Porque Ele olhou para a humildade da Sua serva, doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada!...”. O Pai, inclinando-se para esta criatura tão bela, tão ignorante da sua beleza, quis que fosse a Mãe, no tempo, d’Aquele de quem Ele é o Pai da eternidade. Então, o Espírito de Amor, que preside a todas as operações de Deus, sobreveio-lhe; e a Virgem diz o seu fiat: «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a Vossa Palavra», e assim se realizou o maior dos mistérios. E, pela descida do Verbo nela, Maria ficou para sempre cativa de Deus.”

Momento orante 13 Junho 2020

Pequena introdução histórica sobre Santo António de Lisboa

Santo António nasceu em Lisboa no ano de 1195, tendo como nome de batismo “Fernando”. Aos 15 anos ingressou no mosteiro de S. Vicente de Fora, Lisboa, onde se encontravam os Cónegos Regulares de S. Agostinho.

Aos 17 anos, transferiu-se para o Mosteiro de S. Cruz, em Coimbra, em busca de maior recolhimento.

Em 1220, então com 25 anos, foi ordenado sacerdote.

Quando se deparou com os restos mortais dos primeiros mártires franciscanos, mortos em Marrocos, sentiu o apelo de uma nova vocação e ingressou na Ordem dos Frades Menores, com o nome de “António”.

Um ano depois, em 1221 participou no "Capítulo das Esteiras", junto à Porciúncula, e conheceu São Francisco de Assis.

Viveu alguns anos em recolhimento e oração. Quando começou a pregar, surgiram os frutos: levou muitos à conversão em Itália e em França.

Faleceu aos 33 anos de idade, perto de Pádua, onde foi sepultado.

No dia do Pentecostes de 1232, um ano depois da sua morte, foi canonizado pelo Papa Gregório IX.

Do Evangelho de São Mateus (Mt. 5, 13-19)

Do Cântico Espiritual de São João da Cruz (29, 3)

“Os que são muito ativos e julgam abranger o mundo inteiro com as suas pregações e obras exteriores, advirtam, aqui, que fariam muito mais proveito à Igreja e agradariam muito mais a Deus se, para além do bom exemplo que dariam, gastassem pelo menos metade desse tempo para estar com Deus em oração (…). Nesse caso, com uma obra fariam certamente mais, e com menos trabalho, do que com mil, graças à sua oração, na qual recuperaram forças espirituais. De contrário, tudo é martelar e fazer pouco mais de nada, às vezes mesmo nada, e até por vezes danos.

Deus os livre do sal começar a corromper-se, porque ainda que pareça que se faz alguma coisa no exterior, substancialmente nada se faz; pois é verdade que as boas obras não se podem realizar senão por virtude de Deus.”

Momento orante 06 Junho 2020

Oremos com Santa Isabel da Trindade (Notas Íntimas, NI 15)

Ó meu Deus, Trindade que eu adoro, ajudai-me a esquecer-me inteiramente, para me estabelecer em Vós, imóvel e pacífica, como se já a minha alma estivesse na eternidade. Que nada possa perturbar a minha paz, nem fazer-me sair de vós, o meu Imutável, mas que cada minuto me leve mais longe na profundeza do Vosso mistério. Pacificai a minha alma, fazei dela o Vosso céu, vossa morada amada e o lugar do vosso repouso. Que nunca aí eu vos deixe só, mas que esteja lá inteiramente, toda acordada em minha fé, perfeita adoradora, toda entregue à Vossa Ação criadora.

(…)

Ó Fogo consumidor, Espírito de Amor, “sobrevinde a mim”, a fim de que se faça a minha alma como uma Encarnação do Verbo: que eu Lhe seja uma humanidade de acréscimo na qual Ele renove todo o Seu Mistério. E Vós, ó Pai, inclinai-Vos para esta pobre pequena criatura, “cobri-a com a Vossa sombra”, não vede nela senão “o Bem-Amado no qual pusestes todas as vossas complacências.”

Ó meus Três, meu Tudo, minha Beatitude, Solidão infinita, Imensidade em que me perco, entrego-me a Vós como uma presa. Sepultai-Vos em mim, para que eu me sepulte em Vós, esperando ir contemplar na Vossa luz o abismo das Vossas grandezas.
 

Do Evangelho de São João (Jo 3,16-18)

Das “Cartas de Juventude” de Santa Isabel da Trindade – Carta ao Cónego Anglés (C 62)

“Desde há dez dias que estou presa pela pata: tenho um enorme derrame da sinóvia num joelho. Bem podes imaginar que estou contente, pensando ser uma atenção d meu Bem-Amado que quer fazer partilhar à sua pequena noiva a dor dos seus divinos joelhos a caminho do Calvário! Estou privada da igreja, privada da Sagrada Comunhão mas, vede, o bom Deus não tem necessidade do Sacramento para vir a mim, parece-me que mesmo assim O tenho; é tão bom, esta presença de Deus! É lá bem no fundo, no Céu da minha alma, que gosto de O encontrar visto que Ele nunca me deixa. “Deus em mim e eu n’Ele”, oh! Eis a minha vida!... É tão bom, não é verdade, pensar que, excepto na visão, nós o possuímos já como os bem-aventurados O possuem no além, que podemos nunca O deixar, nunca consentirmos em nos distrair d’Ele! Oh! Rezai-lhe muito para que me deixe prender por inteiro, me deixe levar totalmente!...

Nunca vos disse o meu nome no Carmelo: “Maria Isabel da Trindade”. Julgo que este nome indica uma vocação particular, não é belo? Amo tanto este mistério da Santíssima Trindade, é um abismo no qual me perco!...”

Momento orante 31 Maio 2020

Salmo (103/104)


Bendiz, ó minha alma, o Senhor.
Senhor, meu Deus, como sois grande!
Como são grandes, Senhor, as vossas obras!
A terra está cheia das vossas criaturas.

Se lhes tirais o alento, morrem
e voltam ao pó donde vieram.
Se mandais o vosso espírito, retomam a vida
e renovais a face da terra.

Glória a Deus para sempre!
Rejubile o Senhor nas suas obras.
Grato Lhe seja o meu canto
e eu terei alegria no Senhor.”

Evangelho de São João (Jo 20,19-23)


Do livro “Chama de Amor Viva” de São João da Cruz

“Oh chama de amor viva,
Que ternamente feres
A minha alma no mais profundo centro!
Pois já não sendo esquiva,
Acaba já, se queres
Rasga a tela deste doce encontro!

Oh cautério suave!
Oh deliciosa chaga!
Oh branda mão! Oh toque delicado
Que à vida eterna sabe
E quanto devo paga!
Matando, a morte em vida a tens mudado!

Oh lâmpadas de fogo,
Em cujos resplendores
As profundas cavernas do sentido,
Que estava escuro e cego,
Com estranhos primores
Calor e luz dão junto ao seu querido!

Quão manso e amoroso
Acordas em meu seio
Onde em segredo tu sozinho moras!
E nesse aspirar gostoso,
De bem e glória cheio
Quão delicadamente me enamoras!

Momento orante 23 Maio 2020

Oremos com Santa Terezinha (Orações, 4)

“Ó meu Deus, eis-nos prostrados diante de Vós. Vimos implorar a graça de trabalharmos para a Vossa glória. (…) Ó bem-aventurada Trindade, concedei-nos a graça de sermos fiéis e de Vos possuirmos quando terminar o desterro desta vida…”

Evangelho de São Mateus (Mt. 28,16-20)

Excerto do livro de Poesias de Santa Teresinha do Menino Jesus (Poesias, PN 45)

“Há almas sobre a terra

Que procuram em vão a felicidade

Mas comigo acontece o contrário

A Alegria habita no meu coração.

Esta alegria não é passageira

Eu tenho-a para sempre

Como uma rosa na Primavera

Sorri-me todos os dias.

(…)

 

Quando o Céu azul se torna escuro

E que parece abandonar-me,

A minha alegria, é a Vontade Santa

De Jesus meu único amor

Assim eu vivo sem nenhum receio

Amo tanto a noite como o dia.

(…)

 

 A minha alegria, é lutar sem cessar

A fim de gerar eleitos.

Com o coração ardendo de ternura

Muitas vezes repetir a Jesus:

«Por Ti, meu Divino Irmãozinho

«Sinto-me feliz em sofrer

«A minha única alegria na terra

«É conseguir alegrar-Te.”

Momento orante 16 Maio 2020

Parte 1

Parte 2

Um pouco da história de São Simão Stock

São Simão Stock, de origem inglesa, viveu no séc. XIII e é venerado na Ordem dos Carmelitas pela sua grande santidade e pela sua admirável devoção à Virgem Maria. Entrou na Ordem do Carmelitas e foi viver com outros irmãos religiosos na Monte Carmelo, Terra Santa.
Em 1242, os carmelitas fundam os primeiros conventos em Inglaterra e São Simão acompanha e intervém nestas fundações.
A vinda dos carmelitas para a Europa e a sua rápida expansão atraía a si imensos jovens universitários cativados pelo estilo de vida do Carmo desencadeando-se, ao mesmo tempo, uma onda de ciúme e inveja em muitos sectores da Igreja. Párocos, Reitores e Bispos movem uma guerra surda aos carmelitas «não deixando construir igrejas e obrigando-os a impostos e serviços graves insuportáveis, que nunca tinham tido no Monte Carmelo ou em outros conventos da Terra Santa».
Um dia, sendo Geral desta Ordem, enquanto rezava a oração «Flos Carmeli», apareceu-lhe a Virgem Maria na sua cela e entregou-lhe o Escapulário dizendo que este símbolo era o sinal da Sua protecção para com os carmelitas e para quem, a partir de então, o usasse.

Oração "Flos Carmeli"

Do Carmo a Flor
vide florida
do céu esplendor.
Virgem fecunda,
singular
Mãe sem par
De homem ignorada!
Ao Carmo vem dar
a tua ajuda.
Estrela do mar!

Do Evangelho de São João (Jo. 19, 25-27)

Um pequeno relato da vida de São Simão Stock pelo Pe. Pedro Swayngton, seu secretário e confessor

“Na manhã do dia 16 de julho de 1251, suplicava com maior empenho à Mãe do Carmelo sua proteção, recitando a oração “Flos Carmeli” quando, de repente “a Virgem me apareceu em grande cortejo, e, tendo na mão o hábito da Ordem, disse-me: “Recebe, diletíssimo filho, este Escapulário de tua Ordem como sinal distintivo e a marca do privilégio que eu obtive para ti e para todos os filhos do Carmelo; é um sinal de salvação, uma salvaguarda nos perigos, aliança de paz e de uma proteção sempiterna. Quem morrer revestido com ele será preservado do fogo eterno”.

Momento orante 09 Maio 2020

Do Livro da Vida de Santa Teresa de Jesus (capítulo 1)  

 “Recordo-me que, quando morreu minha mãe, fiquei da idade de doze anos, pouco menos. Quando comecei a perceber o que tinha perdido, fui-me aflita, a uma imagem de Nossa Senhora e supliquei-Lhe, com muitas lágrimas, que fosse minha Mãe. Embora o fizesse com simplicidade, parece-me que me tem valido; porque conhecidamente tenho encontrado esta Virgem soberana, sempre que, me tenho encomendado a Ela, e, enfim, tornou-me a Si.”

Momento orante 02 Maio 2020

Salmo 23

O Senhor é meu pastor: nada me falta.
Leva-me a descansar em verdes prados,
conduz me às águas refrescantes
e reconforta a minha alma.

 

Ele me guia por sendas direitas por amor do seu nome.
Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos,
não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo:
o vosso cajado e o vosso báculo me enchem de confiança.

 

Para mim preparais a mesa
à vista dos meus adversários;
com óleo me perfumais a cabeça
e o meu cálice transborda.

 

A bondade e a graça hão de acompanhar me
todos os dias da minha vida,
e habitarei na casa do Senhor
para todo o sempre.

 

Evangelho de São João (Jo. 10, 1-10)

Do Livro de Poesias de São João da Cruz  

 

“Um pastorzinho, só e amargurado,

Alheio de prazer e de contento

Tem na sua pastora o pensamento

E o peito por amor tão magoado.

 

Não chora por amor o haver chagado,

Pois lhe não dói assim ver-se afligido,

Embora o coração tenha ferido:

Mas chora de pensar ser olvidado.

 

Que só de se pensar já olvidado

Pela bela pastora, em dor tamanha

Se deixa maltratar em terra estranha,

Seu peito por amor tão magoado.

 

E diz o pastorzinho: Ai, malfadado

É quem do meu amor buscou a ausência

E quem não quer gozar minha presença,

Por seu amor meu peito magoado!

 

E, no fim de grande tempo, ele subiu

Uma árvore: abriu os braços belos

E morto lá ficou, suspenso deles,

Seu peito por amor tão magoado!”

Momento orante 25 Abril 2020

Oração de Santa Teresinha do Menino Jesus

“Meu Deus, ofereço-Vos todas as ações que vou hoje praticar, pelas intenções e para a glória do Coração Sagrado de Jesus; quero santificar as palpitações do meu coração, os meus pensamentos e as minhas mais simples obras unindo-as aos Seus méritos infinitos, e reparar as minhas faltas lançando-as na fornalha do Seu amor misericordioso.
Ó meu Deus! Peço-Vos para mim e para aqueles que me são queridos a graça de cumprir perfeitamente a Vossa santa vontade, de aceitar por Vosso amor as alegrias e as dores desta vida passageira a fim de que possamos reunir-nos um dia nos Céus por toda a eternidade. Ámen.”

Evangelho de São Marcos (Mc 16, 15-20)

Do Livro das Moradas de Santa Teresa de Jesus (7M, 4, 6-7)

“Oh! Irmãs minhas, que esquecido deve ter o seu descanso, e que pouco se lhe deve dar da honra, e que longe deve andar de querer ser tida em algo a alma onde o Senhor está tão particularmente! Porque, se ela está muito com Ele, como é de razão, pouco se deve lembrar de si; toda a memória se lhe vai em contentá-l'O mais, e em quê ou como Lhe mostrará o amor que Lhe tem. Para isto é a oração, filhas minhas; para isto serve este matrimónio espiritual: que nasçam sempre obras, obras.
Esta é a verdadeira prova de ser coisa e mercê feita por Deus, - como já vos disse -, porque pouco me aproveita ficar-me ali a sós muito recolhida, fazendo actos com Nosso Senhor, propondo e prometendo fazer maravilhas por Seu serviço, se, em saindo dali, e se oferece ocasião, faço tudo ao revés. Digo mal, que aproveitará pouco, pois tudo o que se faz se se está com Deus, aproveita muito; e estas determinações, embora depois sejamos fracos em as cumprir, alguma vez nos dará Sua Majestade com que o façamos; e talvez, até mesmo, embora nos pese, como acontece muitas vezes; pois como vê uma alma muito cobarde, dá-lhe um trabalho muito grande, bem contra vontade dela, e fá-la sair com lucro; e, depois, como a alma entende isto, fica mais perdido o medo para mais se oferecer a Ele. Quis dizer que é pouco, em comparação do muito mais que é conformar as obras com os actos e palavras, e quem não o puder por junto, seja a pouco e pouco. Vá dobrando a sua vontade, se quer que lhe aproveite a oração; dentro destes recantos em que viveis, não faltarão muitas ocasiões em que o possais fazer.”

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